Mário Gravem Borges é destaque na coletiva “Entre Mundos”, na Galeria Lígia Testa
A partir de 10 de março, o artista campineiro Mário Gravem Borges será um dos destaques da exposição coletiva “Entre Mundos”, que ocupa a Galeria Lígia Testa, em Campinas (SP), até 10 de abril de 2026. Com curadoria de Lígia Testa e Rosita Cavenaghi (Art A3 – São Paulo), a mostra reúne artistas cujas obras atravessam culturas, memórias e sensibilidades, propondo um campo de reflexão sobre travessias simbólicas, identitárias e contemporâneas.
Natural de Campinas e, como costuma destacar, “altamente estimulado por pais extraordinários, vivos até hoje”, Borges construiu uma trajetória singular ao longo de mais de cinco décadas de carreira. Foi aluno de mestres fundamentais das artes e do pensamento visual brasileiro, como Hélio Oiticica, Alexandre Wollner, Aloisio Magalhães, Renina Katz e Décio Pignatari.
Sua formação inclui estudos no Museu de Arte Moderna do Rio
de Janeiro, onde foi aluno de Ivan Serpa, além de passagem pela histórica
Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI), considerada uma das mais
importantes instituições de design do mundo. Na década de 1960, integrou a
equipe de alunos que produziu uma instalação para a Primeira Bienal
Internacional de Desenho Industrial, realizada no MAM-Rio, em 1968.
Em 1981, tornou-se um dos primeiros estrangeiros a expor no
Institute of Contemporary Arts (ICA), em Londres — feito raro para artistas
brasileiros à época. Sua relação com o Reino Unido se aprofundou ao longo de
cerca de 20 anos de vida profissional na capital britânica, onde foi cofundador
e primeiro gestor do Brazilian Contemporary Arts Trust, iniciativa que
viabilizou exposições e financiamentos para artistas brasileiros em Londres.
É um dos poucos artistas brasileiros a ter obras leiloadas
por casas como a Christie's e a Bonhams, no Reino Unido. Uma de suas obras,
dedicada à cidade de Campinas, foi selecionada por júri presidido por Nicholas
Usherwood — crítico e curador ligado à Royal Academy e à Tate Gallery —,
exposta, publicada e vendida em leilão da Christie’s. Hoje, trabalhos seus
integram coleções públicas e privadas britânicas, como a Terrace
Gallery/Harewood House, dos Condes de Harewood, e instituições como a London
School of Economics.
O artista foi citado pelo crítico e historiador John
Russell Taylor como um dos 40 melhores artistas com ateliê na Grã-Bretanha, em
artigo publicado pela revista The London Gentleman Magazine, em 1987,
além de ter estampado a capa da revista Great Britain Today, do Conselho
Britânico.
Em Campinas, sua atuação extrapolou o ateliê. Participou da
fundação de conselhos municipais de cultura, desde 1991, e colaborou na
elaboração e implementação do Prêmio Estímulo às Artes Plásticas. Foi jurado do
Prêmio Cultural do Estadão Cultura e do Mapa Cultural de Campinas. Recebeu,
ainda, reconhecimento na categoria de Notório Saber para participação em
projetos culturais vinculados à Unicamp.
Atualmente o artista concentra seu investimento na própria
produção, com foco na carreira, na agenda
de exposições em andamento.
Na coletiva “Entre Mundos”, sua presença reafirma uma
trajetória marcada por deslocamentos geográficos e simbólicos, na qual Campinas
permanece como referência afetiva e temática. A mostra convida o público a
refletir sobre pertencimento, memória e identidade — temas que dialogam
diretamente com a história e a produção de Mário Gravem Borges.
Serviço
Exposição: Entre Mundos
Artista participante: Mário Gravem Borges
Período: 10 de março a 10 de abril de 2026
Vernissage: 10 de março de 2026, das 17h às 22h
Local: Galeria Lígia Testa
Endereço: Av. Dr. Heitor Penteado, 1611 – Taquaral, Campinas (SP)
Curadoria: Lígia Testa e Rosita Cavenaghi
Entrada: Livre








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